O Maracanã morreu!

Publicado  quinta-feira, 28 de abril de 2011



Este vídeo do Fim de Jogo demonstra bem o que a Copa do Mundo vai mudar no nosso futebol. O Maracanã, símbolo maior da história do futebol brasileiro, diz adeus.

Adeus à Geral. Adeus aos 200 mil espectadores (público da final de 1950) e aos 100 mil espectadores (padrão do clássico das multidões entre Flamengo e Vasco). Adeus a um pouco de nós e de nossa história.

Vai mesmo valer a pena?

Mourinho e o futebol que queremos

Publicado  terça-feira, 26 de abril de 2011

José Carlos Mourinho é um exemplo raro de ascensão meteórica na carreira. Você para pra pensar na história e nos resultados do sujeito e até estranha que ele não tenha nenhuma passagem por Copa do Mundo. Na verdade, como brasileiros, a gente devia até agradecer já que dificilmente ele treinaria o Brasil.


Não é raro ver críticas ao seu estilo de jogar, especialmente contra o épico Barcelona - talvez o grande time deste século que ainda começa. Mourinho opta por retrancas e esquemas defensivos para segurar o ímpeto de Messi & cia. Não é novidade. O português optou pelo mesmo expediente na Inter de Milão quando até mesmo Eto'o se convertia em um marcador para frear os avanços do Barça.

Sou adepto de times ofensivos, acho que essa escravidão pelo resultado é um saco e tal, mas... Qual a culpa que Mourinho tem? Será que enfrentar o Barcelona de forma ofensiva é a melhor forma de vencer? É mesmo tão indigno assim lutar contra um adversário com a única forma que você tem de vencê-lo?

O Barcelona já é o melhor time do mundo, mesmo que não vença todos os campeonatos que disputa. Enfrentá-lo é sempre uma tarefa para grandes times. Duro é achar que Mourinho tem a obrigação de transformar o Real Madrid em um time igual sem Messi. No Real ele faz o que pode. E faz bem.

Toda culpa que Adriano tem

Publicado  quarta-feira, 20 de abril de 2011

O Imperador pode até mesmo reclamar de azar, acaso ou das pessoas ruins. E conta com a sorte da dúvida. Não há jornalista no mundo capaz de fazer uma reportagem definitiva sobre quem é culpado pelo rompimento de tendão que tirou o jogador dos campos por cinco meses. O que nos resta é julgar Adriano pelo seu retrospecto.

O futebol é pródigo em personagens que não conseguem render o que podem, vítimas de um corpo mais fraco do que a rotina massacrante do nosso calendário exige. Adriano teve quatro contusões graves em menos de dois anos - de uma queimadura de proveniência duvidosa até seu calcanhar de aquiles passando por uma lesão no ombro e contusões musculares. E pode ser que os motivos sejam dignos de pena como o meia Pedrinho (ex-Vasco e Palmeiras), refém de uma dividida maldita, mas é preciso um esforço sobre-humano para não julgá-lo com a mesma vista que percebeu Romário eterno contundido nas panturrilhas desgastadas pelo futevôlei na Orla.

Adriano pedirá piedade, se dirá vítima dos deuses do futebol ou da sorte. E talvez seja. Mas ano após ano, alguma desculpa se repete. Crescemos com um alerta de nossos pais: não dê falsos alarmes ou não acreditarão no dia que for verdade. O Imperador escondeu ressacas, brigas conjugais e sabe-se lá mais o quê com as desculpas que não disfarçavam seus resultados cada vez piores. É Adriano que se torna refém de sua culpa porque já faz tempo que ele não parece dar mesmo a mínima para o que seus atos fazem com sua carreira e, principalmente, com quem comete o pecado de acreditar nele.

Romper o tendão de Aquiles está naquelas lesões trágicas do futebol. Porque se tendinites e contusões são recuperáveis, o calcanhar é ponto vulnerável por onde se guia o drible imprevisível, se forma o chute oblíquo... O tornozelo é mais importante no futebol ou na dança do que o próprio pé, mesmo sendo menos discutido do que o joelho. Da mesma forma, Adriano talvez tenha mais talento do que sua carreira demonstra. Tomara que em cinco meses os dois tenham a fama que todos gostariam, mas para isso "Didico" precisa ser mais Adriano: dar mais exemplo e menos desculpas.

Escalem o Casão!

Publicado  domingo, 17 de abril de 2011


Com a saída de Falcão da Rede Globo, é realmente de se lamentar que o comentarista seja substituído por Caio, de quem até tenho uma boa imagem como jogador e profissional de TV. O problema é que se trata de insistir na transmissão chapa branca, sem polêmicas e adesista aos interesses que dominam o futebol brasileiro.

Dar mais espaço a Casagrande não derrubará Ricardo Teixeira e nem moralizará o promíscuo jornalismo nacional. Longe disso. A possível escalação de Casão em mais jogos simplesmente daria uma opinião diferente, menos antenada com os interesses do departamento de marketing e mais interessada em formar opinião. Algo mais humano e menos institucional.

Parece pouco, mas a vida é repleta de pequenos passos que levam a grandes caminhos. Escalar um comentarista bom menino é se manter na mesma linha da mesmice global. A gente ficaria mais feliz com algo diferente. Mesmo que só um pouquinho.

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Leia também o texto do jornalista Maurício Stycer: Mudanças no time de comentaristas da Globo

Mas já?

Publicado  sexta-feira, 15 de abril de 2011





Gol relâmpago é issaê.

A melhor cobrança de pênalti DO MUNDO!

Publicado  sexta-feira, 8 de abril de 2011



Se Joonas Jokinen, do FC Baar, não emplacar como artilheiro tem futuro no circo ou em algum outro esporte. Diego Hypólito que se cuide...