A geração de egoístas

Publicado  domingo, 27 de março de 2011

Os salários de Ganso jamais atrasaram quando esteve contundido, o Santos o procurou para renovar com uma proposta próxima e a sua torcida o ama. Mas Paulo Henrique não está feliz. Ganso se lamenta, diz que não é valorizado e no fim das contas fala que quer mesmo é ir para a Europa. Pois que vá. Não é um roteiro inédito.

Me surpreende o mimo das novas gerações do futebol. Cada vez mais entendidas de marketing e de mercado, mas nem sempre produtivas em campo ou para o torcedor. No primeiro contrato já pedem metade de seus direitos, embora nunca tenham reclamado de quando os clubes lhes sustentaram e lhes formaram para o futebol. Oscar, Marlos, Bruno Paulo... Claro, alguns poucos como o próprio Ganso já dão retorno em campo, mas há casos, como o próprio Ronaldinho Gaúcho, que saíram cedo e deram pouco retorno para o futebol brasileiro. Valeu a pena o investimento dos clubes e, principalmente, o envolvimento do torcedor?

São jogadores cada vez mais egoístas e autosuficientes. Parecem ter crescido sonhando com a Chanpions League, sem nem sequer saber o que significa uma Taça Libertadores para seus amigos de infância. Hoje, não estão nem aí para a torcida de seus clubes. Quanto tempo até não se importarem com a seleção do próprio País?

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