Réquiem para Washington

Publicado  sábado, 15 de janeiro de 2011

Imagine só, por razões médicas você é impedido de continuar como jogador de futebol bem quando conseguia jogar em um time europeu e após chegar à seleção brasileira. Um filme passa pelos seus olhos. Pode desistir ou achar que isso não é uma escolha e buscar uma segunda opinião. Aí acha um médico que compra a sua esperança e trabalha para te colocar nos campos.

Dá trabalho, viu? Mas você consegue. E de jogador esforçado e ídolo de times pequenos ou médios, se torna um exemplo para todo Brasil e consegue jogar em um time internacional de novo para fazer sua independência financeira. É mais do que você tinha no momento que os médicos lhe desenganaram. Mas não basta.

Você ainda não tem um título importante e nem é ídolo por um grande time e resolve voltar para o Brasil. Disputa uma libertadores mágica em que faz o gol mais emocionante da competição, mas perde. Vem o Brasileiro, mas não dá também. Um pouco obcecado você resolve trocar de equipe para o papão de taças do seu país. Mas você chega bem quando o time começa a decair. Talvez seja melhor desistir? Nem pensar.

Você consegue voltar para seu time anterior, onde foi ídolo mas não teve uma taça. E a coisa começa bem... Você marca gols importantes, a liderança se mantém, mas vem a má fase, você para de golear e a liderança se alterna. Você não é de desistir, mas tenta, tenta e não sai o gol. Até a última rodada tem esperanças de marcar um gol. Quem sabe o decisivo? Não adianta. Mas em um lance com a sua cara você escora para o tento final. O do título. Você é ídolo. Você tem uma taça. Você conseguiu.

Hollywood perde. Parece coisa de filme. E passou bem pelos nossos olhos.

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