O líder que Juvenal que poderia ter sido!

Publicado  quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Em 2008 não havia clube capaz de enfrentar o São Paulo. A gestão Juvenal havia tornado o título o maior vencedor de campeonatos brasileiros, completando três títulos do brasileiro, uma libertadores e um mundial. O presidente do Flamengo, Márcio Braga, chegou a dizer que o desafio dos grandes clubes brasileiros seria justamente o de descobrir uma forma de destronar o tricolor

Juvenal Juvêncio tinha nas mãos a chance de transformação do clube brasileiro. Naquele ano, já tinha tornado o São Paulo uma instituição antipática e arrogante, que gostava de se posicionar como um time europeu no Brasil. Momentos antes, o tricolor gozava não só de respeito, mas da admiração incondicional de outros clubes. Poderia ter liderado um grande movimento pela profissionalização do futebol brasileiro.

Poderia ter tornado o São Paulo o mais importante clube da história do nosso esporte.

Mas Juvenal não quis ser este líder. Perdeu-se em colocações cada vez mais prepotentes em que chegava a garantir que o SPFC se tornaria a maior torcida em dez anos (já se passaram três e nada) e parecia crer que havia conseguido o planejamento perfeito. Com o tempo o ciclo natural dos clubes brasileiros fez o Morumbi mergulhar em uma reestruturação que já resultam em dois anos de título, a antipatia da CBF e de boa parte dos clubes brasileiros.

Apesar disso, Juvenal já garantiu sua reeleição. No fim das contas, ele poderia ser o melhor cartola de todos os tempos, mas será um dirigente como qualquer outro. Interessado no poder e em usufruir de seu clube. Pior para ele mesmo. E para o São Paulo.

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