Um "pai" omisso

Publicado  segunda-feira, 13 de dezembro de 2010


A figura dos empresários atendeu a uma demanda antiga da categoria de jogadores de futebol. Em um país como o Brasil, dificilmente jovens que abandonaram os estudos muito cedo conseguiriam negociar contratos e gerenciar salários milionários. Não há dúvidas: os agentes atendem à uma demanda importante da classe. Em muitos casos, se tornam o mais próximo de uma figura partena que esses atletas terão.

É mais ou menos assim que Adriano identifica o ex-goleiro Gilmar Rinaldi. Como se fosse um pai, ainda que não seja aquele que morreu logo após o atacante fazer um gol decisivo na Copa América pela seleção. Mas é a única autoridade que o jogador parece reconhecer.

E é essa mesma autoridade que gerencia a carreira de alguém que só foge dos problemas. As dificuldades de Adriano o tiraram da Inter de Milão por duas vezes e o trouxeram para São Paulo e Flamengo. Gilmar o tirou do rubro-negro para levar o centroavante ao Roma. Era nítido que não era o momento do Imperador retornar para o país de onde havia fugido há menos de um ano.

Agora, Adriano parece querer voltar ao Brasil de novo. Palmeiras, onde talvez Felipão poderá ser um pai melhor, ou Corinthians, onde o amigo Ronaldo pode protegê-lo dos holofotes. Se conseguir, será mais uma fuga. E ainda que a Roma não pareça disposta a liberá-lo, fica a pergunta: o que Gilmar faz nessas horas?

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