Felipão confunde obrigações!

Publicado  terça-feira, 2 de novembro de 2010

O termo "liturgia do cargo" apareceu na imprensa pela primeira vez por meio do ex-presidente José Sarney. Então vice de Tancredo Neves em 1985, o senador pediu licença para "a liturgia do cargo" para reproduzir o sinal positivo do presidente do Brasil sobre seu estado de saúde (Tancredo morreria semanas depois). A expressão designa obrigações quase cerimoniosas que um cargo confere ao seu representante.

A crise entre Luiz Felipe Scolari e a imprensa passa pela falta de conhecimento sobre o que o cargo de técnico do Palmeiras impõe. Como cidadão, Felipão não tem mesmo a obrigação de dar entrevistas ou satisfação sobre seu trabalho a ninguém que não seja seu patrão. Como técnico de um dos times mais populares do Brasil tem, ao contrário do que disse. E nos dois casos, não pode desrespeitar outros profissionais.

O futebol é um meio repleto de grosserias. É provável que o técnico do Palmeiras já tenha ouvido coisa pior em seu ambiente de trabalho. Porém, um erro não justifica o outro e não vai ser aos berros que Felipão conseguirá mais paciência de jornalistas. Respeito todo mundo gosta, até quem escolheu trabalhar onde se xinga a mãe.

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