O momento de Cuca?

Publicado  segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Inegavelmente, Cuca tem diversas virtudes como técnico, mas todas caíram em descrédito. Com derrotas inacreditáveis e saídas tumultuadas, ele recebeu o pior pagamento de um profissional do futebol: o rótulo. Medroso, chorão, traíra, pipoqueiro e outros apelidos que colam, fizeram o responsável pela montagem do São Paulo campeão mundial em 2005 e o Flamengo campeão brasileiro de 2009 ser encarado como um profissional fraco.

Cuca arma seus times sempre jogando para frente. Consegue os ataques mais positivos das competições que disputa, descobre jogadores que muitas vezes só rendem em seus times (André Lima que o diga) e nunca escondeu sua predileção por jogadores jovens. Infelizmente, o nervosismo excessivo e a falta de tato no relacionamento com os jogadores lhe fez colecionar anos de fracasso até, finalmente, ser campeão pela primeira vez ao conquistar o carioca de 2009. Muito pouco para um técnico de ponta com anos de profissão.

A nove rodadas do fim do campeonato brasileiro, o Cruzeiro pega a liderança. O time tem anos de regularidade e presença no G4. Merece um título que honre essas colocações. Mas tanto quanto o time celeste, o trabalho de Cuca nesses anos também merece ser campeão brasileiro para sepultar de vez a era Muricy e os insuportáveis campeões com retranca. Torcer pela raposa é torcer pelo futebol que queremos.

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