O Flamengo está morto. Longa vida ao Flamengo!

Publicado  sexta-feira, 1 de outubro de 2010


Sei da queda de Zico desde a tarde de ontem. O que se falava já era que o próprio diretor pediria demissão, mas ainda não havia um prazo. Não se esperava que Arthur Antunes Coimbra anunciasse sua saída em uma madrugada e ainda não está certo o que o levou a sair neste momento. Talvez o nascimento do neto ou a perspectiva de ter um mínimo de mãos nas rédeas e poder falar a respeito da forma como quisesse. E não como muita gente queria.

A vinda de Zico sempre foi algo mítico porque remontava a momentos mágicos do Flamengo. Queriam que o ídolo voltasse sempre com um quê messiânico de que seu retorno faria as coisas melhorarem por si só. Sempre se olhou para Zico com ares de deus, mas se esquecendo que seus poderes divinos não poderiam mudar o inferno que é esse Flamengo como conhecemos.

Um protesto contra sua saída ocorrerá ainda hoje e deixará a presidente Patrícia Amorim em maus lençóis perante seus eleitores no Leblon. Porém, dentro da sede social do clube muda muito pouco o clima para quem realmente manda. São essas pessoas que pouco se importam com o número de citações negativas no Orkut ou com os gritos de ordem no Maracanã. Se acham os donos do Flamengo porque enxergam em um clube qualquer da zona sul do Rio de Janeiro o templo supremo de uma marca que fez mais de 35 milhões de pessoas se apaixonarem.

A verdade é que ao pedir demissão, Zico talvez tenha cumprido com seu maior papel como ídolo do clube: acabar com uma época de sonhos e fé para que se encare a realidade. O Flamengo não mudará mais com uma chegada milagrosa. Só mudará com muita união de sua torcida e com o aumento de sua participação na vida política do clube. Este Flamengo está fadado ao rebaixamento, apequenamento e morte. Porém, existe um rubro-negro maior do que qualquer patente militar e que pode sim voltar a retomar o caminho da grandeza.

Todos que poderiam travar o bom combate já caíram com uma assustadora serenidade da impresa que parece ver em Kléber Leite, Marco Brás, Delair e outros, nomes que mereçam uma dose muito maior de paciência.

Resta à torcida lutar por uma realidade melhor. Vamos, Flamengo.

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