O fim do "problema" de Patrícia Amorim?

Publicado  quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O futebol é o carro-chefe do Flamengo. Não há nenhuma dúvida quanto a isso entre torcedores e boa parte dos sócios. Por isso, é de se criar um enorme espanto constatar que a atual presidente nunca teve nenhum planejamento para o futebol. Muito pelo contrário, a postura de Patrícia Amorim sempre foi de encarar o ludopédio como uma batata quente a se passar para frente.

Ao chegar Patrícia Amorim contou com uma das passagens mais compreensíveis e honestas de um presidente do Flamengo. Márcio Braga abriu as contas um mês antes de sua posse, antecipou sua posse, ofereceu toda a ajuda e apoio para uma transição tranquila que tornasse possível gerenciar um time campeão brasileiro. Como em uma piada pronta para atletas de natação, a presidente nada fez e manteve o vice de futebol da gestão Delair no cargo. Após a primeira perda de título o demitiu, segundo ela mesmo, porque seu grupo exigia outra direção.

Após meses em que acumulou as funções, Patrícia enumerou um conselho formado por nomes bizarros como Luiz Augusto Veloso, símbolo vivo do bordão "craque o Flamengo faz em casa... E vende!", e afins. Nada mudou, as negociações não evoluíram e após ter seu nome gritado pela torcida do Fluminense em um Fla-Flu, a presidente agiu. Renovou com um ex-jogador em atividade por dois anos, trouxe um ex-atleta do clube com 32 anos e, pasmem, trouxe o maior ídolo do clube de volta. Afinal, a batata quente estava em boas mãos.

Agora, depois de ajudar a queimar publicamente um ídolo incontestável, Patrícia recebeu de volta esse problemão chamado futebol. Contratou Vanderlei Luxemburgo, trouxe de volta o bizarro Veloso e volta a lavar suas mãos, vocação irretocável de sua gestão. A presidente crê que pode gerenciar a sede social e demais esportes, deixando outros carniceiros se digladiarem pelo futebol. É um direito da candidata eleita pelos sócios gerenciar o clube como quiser. Ela só não pode achar que não será responsabilizada por todos os fracassos que seus funcionários vão deixar.

Aliás, já é.

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Originalmente escrito para o Flamengonet e reproduzido para este espaço.

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