A ética de Felipe

Publicado  terça-feira, 26 de outubro de 2010

Rivelino foi amado pelo Fluminense e pelo Corinthians. Romário ainda é respeitado mesmo passando por Flamengo, Vasco e Fluminense. Jogar em outros times não é apenas normal em tempos de profissionalismo de futebol, mas digno para quem consegue ser respeitado por tantas torcidas. Não é tarefa fácil.

Felipe surgiu de forma brilhante no Vasco da Gama. Passou pelo Flamengo e depois por Fluminense. Em todos os clubes seus dribles deixou saudades, mas seu comportamento não. Atitudes polêmicas, longas passagens pelo departemento médico e indisciplina. Muita indisciplina. O Felipe de sempre se manifestou ao final do último clássico: 'Já joguei no Flamengo. Na dúvida, é deles' .

Este é Felipe. Enquanto esteve na Gávea não se manifestou, mas agora que está do outro lado põe sob suspeita tudo o que conquistou com a camisa rubro-negra. Infelizmente, o ex-lateral só não percebe que ao jogar essa parte do seu passado na lama também mancha seu nome. Afinal, quando Felipe não foi beneficiado? Quando não compactuou com o que acha errado? Quando não omitiu ou mentiu a respeito?

Gérson até hoje se arrepende do comercial onde dizia que "gostava de levar vantagem em tudo", o que gerou a expressão Lei de Gérson. Talvez agora, possamos criar a Ética de Felipe: aquela que só vale quando somos prejudicados. Seus defensores só lembram do que é errado quando são afetados. Ao menos é o que parece. Afinal, Felipe, nos diga: como funciona sua ética?

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