Petkovic não existe!

Publicado  domingo, 12 de setembro de 2010

É sempre a mesma ilusão. "Ele é o único que joga bola", "ele cobra faltas e escanteios muito bem", "ele é o Pet" e efetivamente não há nada. Não há gols e os passes decisivos rareiam. Só palavras vazias na arquibancada que simplesmente não têm eco no gramado. Existem dois Pets hoje: o que joga e o que alguns vêem.

De temperamento difícil, o sérvio nunca foi uma unanimidade e o histórico gol em 2001 lhe fez ocupar um papel de referência que, na verdade, dividiu com outro ídolo controverso: Edílson. Não é coincidência que naqueles tempos os dois tiveram uma saída difícil, mas a história se encarregou de dar uma segunda chance também para Dejan Petkovic.

Em 2009, o camisa 10 foi recebido em uma cerimônia sem o técnico do time ou mesmo qualquer funcionário do Departamento de Futebol. Pet calou várias bocas e se reergueu para o futebol com um estilo que o futebol brasileiro ainda tem dificuldades para encontrar. Não seria injustiça se fosse eleito o melhor jogador do campeonato. Além da técnica, chamou a atenção a postura de humildade aceitando substituições e correndo pelo time, atitude distante do craque egocêntrico de anos atrás.

Este ano, Pet voltou aos tempos em que era um reserva invisível em outros clubes. Suas atuações são pífias, inexpressivas e dependem totalmente da marcação do adversário para terem algum brilho. Ainda assim, há os torcedores que se enganam. Talvez por verem em Petkovic uma versão de Zico em 1987: um jogador com problemas físicos, mas cerebral que poderia decidir partidas em um lance. Porém, o sérvio não é sombra do que era aquele Zico. E ainda volta a apresentar o mesmo ego de sempre.

É hora de todos perceberem que o lampejo de 2009 foi exceção de sua carreira recente. A regra é um Pet limitado a períodos curtos ou jogos abertos. Este é o único Dejan que ficou. Conforme-se, nação.

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