O moleque Neymar

Publicado  sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A idéia mais romântica do futebol vem de um termo que se confunde com o enaltecimento do velho malandro: a molecagem. O craque era menos o jogador sisudo que não gostava de perder e mais aquele menino que driblava como se não houvesse amanhã. Sempre houve uma certa beleza na declaração da estrela Denner: "as vezes acho o drible mais bonito do que o gol".

Neymar sempre foi o autêntico futebol-moleque. Seus defensores chegaram a sonhar com uma mudança no esporte que o protegesse ao invés de pedir que o jogador mudasse. Não conseguiram. Neymar mudou.

O moleque - no sentido mais romântico da palavra - mascarou, brigou, deu piti, levou a bola pra casa e outros termos que o mundo da bola já conhece. As respostas vieram rápido: ele foi criticado pela opinião pública, colegas de profissão e companheiros de time. Merece punição bem além do choro da sua mãe. Deve ser cobrado no bolso e na atitude.

Vivemos outros tempos que insistem em tentar matar o futebol-arte. Ninguém conseguirá. Porém, podem conseguir acabar com o futebol de Neymar. O moleque tem apenas 18 anos. Não sei você, mas com 18 eu não era um adulto ainda, estava mais para... Um garoto. E aprendi muito desde então.

Por mais que a falta de humildade e a soberba irritem, não podemos esquecer: Neymar ainda é um garoto. Deve ser punido e orientado como tal. Ou podemos perder um grande homem. E um grande moleque.

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