A missão de Silas

Publicado  segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Rei deposto, rei posto. Rogério teve todas as chances de descobrir o elemento que faltava ao setor de criação do Flamengo, mas apostou todas as suas fichas nos reforços do ataque para compensar a covardia de seu esquema. Sua punição foi terrível: não teve a chance de usar os reforços em 100% de sua capacidade. Essa graça será concedida a Silas, técnico da nova geração do futebol brasileiro que é o novo comandante do Flamengo.

O ex-técnico do Grêmio tem pela frente uma pressão maior do que a que encontrou no Olímpico com uma semelhança perturbadora: o excesso de medalhões. Atletas que jogam por outros motivos além de seu rendimento. Um esgotado Pet, um Renato Abreu muito fora de forma e o fraquíssimo Jean, reserva em todos os times que passou, mas titular absoluto de Rogério Lourenço. No Rio Grande do Sul, ele deixou Adílson e outros garotos para escalar jogadores do seu Avaí. Será que a demissão lhe ensinou algo?

Em sua última partida, Rogério talvez tenha dado a senha de uma das mudanças para buscar um novo Flamengo. Pôs o jovem Galhardo, maior revelação das divisões de base, na meia-direita contra o Galo. A partir daí, o time atacou mais pela direita e teve até mais jogadas de linha de fundo, embora seus outros dois meias já estivessem exaustos. Habilidoso e acostumado à posição, Galhardo pode ajudar o capitão Léo Moura por aquele lado e o time a ter mais jogadas pelas pontas.

Cabe a Silas descobrir quem deve sair e ficar para que o ano de 2010 seja menos melancólico do que já se desenha para a nação rubro-negra. Com um avassalador Fluminense cada vez mais próximo do título o atual campeão brasileiro precisa encontrar os rumos de um final de ano digno.

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