A hora e a vez de Zico!

Publicado  terça-feira, 10 de agosto de 2010

Todo rubro-negro sempre sonhou com o dia em que o maior ídolo do clube se tornaria presidente da instituição. Esse dia ainda não chegou. Mas Arthur Antunes Coimbra já está na Gávea e rege senão todo o reino ao menos o condado mais importante: o departamento de futebol do clube. O Flamengo é campeão brasileiro e faz campanha irregular no campeonato nacional em que defende seu título.

Zico sempre se notabilizou por não se omitir em momentos decisivos. Jamais foi pipoqueiro. Pagou por isso em 86 ao cobrar um pênalti em uma Copa em que sequer tinha condições físicas. Aceitou a proposta do Flamengo em um momento em que o clube parecia entrar em uma crise de difícil saída. A crise ficou opaca, obscura, mas ainda está à espreita.

A torcida manifesta apoio incondicional ao galinho. Enquanto isso, o ídolo que jamais fugiu de entrevistas oferece pouca transparência sobre seu trabalho, conforme justa crítica do jornalista Caio Barbosa. Fala em "um pouco de dor" para curar anos de descaso com o futebol rubro-negro, mas contrata sob um alto salário um jogador com sérias limitações técnicas que aceitou mala branca para vencer o próprio Flamengo. Um negócio digno de eras recentes e pouco saudosas do clube.

Não existe respeito maior a um ídolo do que o da torcida do Flamengo por Zico. O amor confunde-se com o do próprio time, como se fossem uma deidade. Nem Sócrates e nem Garrincha são tão amados porque essa idolatria é nivelada com o amor pelo próprio Manto. O rei Arthur tem essa moral com 35 milhões de torcedores e a capacidade de usá-la para novos tempos para o clube. É hora de usar esse poder e de agir. Ou explicar o porquê de não fazer o que pode. A Nação aguarda impaciente.

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