Cinco lições que o Internacional ensina!

Publicado  quinta-feira, 19 de agosto de 2010

É comum que torcedores sempre minimizem o triunfo do rival alegando sorte, injustiça ou qualquer desculpa. O campeão da libertadores de 2010 deu uma aula e mostra que não é bem assim. Com muito trabalho e organização, Fernando Carvalho mostrou que caminhos cada clube grande deve seguir para crescer como o colorado cresceu nos últimos anos.

1- Divisões de base: Giuliano chegou do Paraná quando o meia Alex foi vendido há dois anos e foi preparado ainda nos juniores para substituí-lo. Na hora "h" o clube ainda contou com o retorno de um Sóbis, motivado e acostumado ao Beira-Rio, e o jovem Sandro, que mesmo já vendido jogou tudo o que podia. Não existe patrocinador forte que substitua garotos formados em casa e acostumados à camisa. O Santos concorda.

2- Nada de caça às bruxas em caso de insucessos. Mantenha seu planejamento, aposte na continuidade do time e seja forte nas crises. O Internacional que fracassou em 2008 e foi mal no centenário em 2009, se tornou absoluto em 2010. Com alguns reforços pontuais, se tornou um time melhor. O Flamengo, campeão da Copa do Brasil de 2006 e do Brasileiro de 2009, não faria melhor.

3- Não deixe que nenhum jogador seja dono do clube. Por mais que sejam vitoriosos e líderes, se livre dos acomodados e mantenha os que ainda querem mais títulos. O Internacionou deixou os ídolos Iarley e Fernandão saírem, não aceitou o capitão de 2006 de volta e transformou o irregular Clemer em treinador de goleiros. O Botafogo, que melhorou após não depender mais dos superestimados Túlio, Jorge Henrique e Lucio Flávio, seguiu essa linha e colhe os frutos hoje.

4- Aposte no talento. O Internacional saiu do lugar comum de times gaúchos e confiou em nomes como Kléber, D'Alessandro, Taison e outros. Mesmo sem perder a pegada típica de times do Sul, o colorado acreditou em jogadores habilidosos. E não podia mesmo ter outro resultado. A Espanha, campeã do Mundo, pensa igual.

5- Esqueça todas as lições anteriores. No fim das contas, a competência individual de cada dirigente conta demais. Fernando Carvalho demitiu o técnico que levou o time às semifinais para trazer um motivado Celso Roth que imprimiu força e personalidade para o clube passar pelo papão da taça Libertadores no Brasil. Uma demissão às vésperas de uma semifinal? Tudo contra qualquer livro de gestão esportivo, mas absolutamente decisivo para a vitória. O Internacional, campeão de tudo, agradece.

Você vai perceber que citei outros clubes no post em cada parágrafo. Na verdade, muitos dirigentes conseguem cumprir alguns desses elementos. Porém, se os pele-vermelhas estão mais felizes hoje é porque o colorado aprendeu todas essas lições. Quem pode superar o Inter?

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