Seleção brasileira joga sem um craque goleador!

Publicado  quinta-feira, 24 de junho de 2010


O primeiro centroavante que conheci na seleção brasileiro foi o craque Careca, artilheiro do São Paulo e melhor companheiro que Diego Armando Maradona já teve em clubes. Quatro anos depois Romário nos mostrou o que mestre Armando Nogueira descreveria como "chute oblíquo e dissimulado". E o baixinho faria muita falta nas duas copas seguintes, mesmo com o fenômeno Ronaldo, de dribles curtos, arrancadas destruidoras e chutes precisos. O destino apontava Adriano Imperador como sucessor, mas havia 2006 no meio do caminho. No meio do caminho, havia a Copa do Mundo de 2006.

Com o fracasso da Copa criou-se o clamor popular pelos chavões corporativos de comprometimento e serviu de desculpas para a panela de Dunga. E foi com uma teimosia disfarçada de coerência que o técnico que faz a Copa não valer a pena abriu mão de Adriano, centroavante com problemas pessoais que não atrapalhariam em uma competição curta em que teria tempo de ficar em forma. Ronaldo se encarregou de se excluir da competição. Após um 2009 promissor, perdeu a chance de transformar seu retorno definitivo em 2010 como uma realidade.

E como resultado temos Luiz Fabiano de titular, um jogador que na melhor situação possível sequer iria para a Copa é o nosso principal centroavante (que os deuses de futebol nos ajudem se precisarmos de Grafite). Dunga abriu mão do talento de Adriano e não pôde contar com o peso técnico de Ronaldo para apostar em um operário de gols. O mais fraco artilheiro com a amarelinha desde Serginho Chulapa.

O Fabuloso não tem nada com as escolhas do seu comandante. Afinal, é Copa do Mundo e ele foi o centroavante que mais levou a sério as convocações, junto com Wagner Love. Porém, o artilheiro do amor não foi capaz de fazer gols. Luiz Fabiano conseguiu cumprir seu papel com golaços mesmo não sendo craque. Será que isso basta?

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