O mais inglês dos zagueiros brasileiros!

Publicado  terça-feira, 29 de junho de 2010


Juan não comete faltas. Em campo, anda e se posiciona com uma elegância que mestre Didi aplaudiria. Não faz faltas. É de gestos discretos, poucas falas e avesso a entrevistas. Tem apenas uma insignificante falta nesta Copa, que lhe valeu um injusto cartão amarelo. Juan faz poucas faltas. Quase nenhuma. E ainda faz gols.

No Flamengo, teve Gamarra ao lado e era chamado de sucessor de Aldair ainda nas divisões de base. O estilo silencioso e eficiente combina com o tetracampeão, mas Juan joga na melhor zaga que o Brasil já teve. Resultado de um esquema defensivo, assim como o excelente entrosamento com sua contraparte Lúcio. Ambos são uma deidade-muralha quase impenetrável e indiscutíveis craques.

Seu jeito polido e fleuma irretocável, lembram o dos folclóricos mordomos britânicos. Juan sempre está no local certo, cumpre seu papel e raramente se faz notado.

As feições negras e o sorriso alegre não negam o passado carioca do ex-aluno do Pedro II e realçam ainda mais a singularidade do zagueiro, em um País onde tantos garotos se perdem nos primeiros minutos de fama. Juan é um exemplo de um futebol de tradição técnica e com foco na bola. Feliz é quem torce pelo time que joga. Dá gosto de vê-lo jogar.

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