A camisa, a bandeira e o hino!

Publicado  terça-feira, 15 de junho de 2010


Não aceito uma seleção com três volantes ou com um técnico que ache normal vociferar palavrões e ofensas ao invés de exaltações de alegria ao levantar uma taça. Nunca engoli um dirigente que faz da Confederação Brasileira de Futebol o seu feudo particular e aceita marcar amistosos com ditadores sanguinários.

Jamais convivi bem com a escolha de bons meninos em detrimento dos grandes jogadores que não posam de coroinhas. Sei também que sempre me irritarei com a convocação de atletas que são bons em marcar, mas não sabem jogar. O Saber Jogar é pré-requisito para vestir a camisa da seleção de futebol do meu país. Me parece óbvio e ululante.

Porém, apesar de todos esses poréns há três coisas que ainda me emocionam. Eu ainda sou uma criança jogando três toques com a 11 de Romário. E aquela blusa dourada ainda me deixa feliz e me faz acreditar que aquele time representa algo maior no futebol. Da mesma forma, quando vejo a bandeira verde-amarela em qualquer lugar da arquibancada há algo em mim que está diante do sei-lá-o-quê mais importante entre os mais desimportantes sei-lá-o-quês.

E completando essas três coisas há o hino. E quando o hino toca, me lembro dos meus tempos de colégio, me lembro de todas as passeatas que fui e me recordo de todas as vezes que lutei e luto para o meu país melhorar. Seja no voto, em um protesto ou escrevendo uma reportagem ou uma crônica.

Porque acima de todas as desavenças há a seleção brasileira.

E, além disso, não há só o que ela representa no mundo do esporte, mas também para os brasileiros. Somos todos mais sonhadores, mais orgulhosos e mais lutadores com ela. Por isso, torça pela seleção brasileira e esqueça todos os problemas por trás dela. Porque esquecer e torcer por ela é um aprendizado para a lição mais distante: a de aprender a se orgulhar mais do Brasil, além do futebol. E a lutar por esse orgulho.

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