Adiéu, France... France?

Publicado  quarta-feira, 23 de junho de 2010


Frustra um pouco todos os brasileiros, mas a verdade é que nossas últimas derrotas para a França em Copas do Mundo foi na bola. Na categoria de quem sabia jogar mais do que a gente. De consolo apenas o fato que Zidane, o mestre Didi francês, não jogará de novo contra nós. Mas para quem gosta de futebol, não deixa de ser triste ver que com o argelino radicado francês, se foi um pedaço do bom futebol.

Porque sem a elegância de Zidane, a França se despede de forma melancólica, patética e manchando uma história bonita que praticamente começa com Platini e cresce com o campeão do mundo em 1998. Uma história que repete a tradição cultural de um país influente no teatro, literatura e cinema. Aliás, o próprio futebol francês em seu auge é digno de Truffaut, como o escrete canarinho poderia ser.

E é emblemático que a França cometa seu pecado final. Após o corte de seu maior craque, motim de atletas e outras crises, era quase previsível que Domenech cometesse a grosseria final, na mesma Copa onde ninguém é mais rude que Dunga. Não cumprimentar o técnico Carlos Alberto Parreira é a deselegância final de um país que parece ter desaprendido não apenas a perder, mas principalmente a jogar.

Fica a torcida para que Les Bleus voltem e encantem. Até lá, a melhor descrição de sua participação na África se encerra com uma piada quase óbvia e com um quê de preconceito cultural: apenas na África a França tomou vários banhos. Adiéu.

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