O que explica a final alemã?

Publicado  quarta-feira, 1 de maio de 2013



De um lado o Borussia Dortmund e do outro o Bayern de Munique. Em campos opostos, mas com um motivo em comum: a força da economia alemã, que carrega a Europa já há algum tempo. Na mesma linha, talvez o melhor trabalho de um país em uma Copa do Mundo, com um legado de causar inveja a nós, brasileiros.

A final alemã na Liga dos Campeões tem sua razão em comum, mas a ausência dos espanhóis tem motivos opostos. O Real Madrid cai após um péssimo jogo, mas em uma situação típica de mata-mata. Enquanto isso, o Barcelona vai revelando sinais de desgaste que vão além dos problemas físicos que Lionel Messi apresentou na temporada.

É possível que o trabalho de Mourinho caminhe para o fim enquanto o de Tito ainda está em uma "era pós-Guardiola". De um jeito ou de outro, o caminho catalão parece ser o de se reestruturar. Jogadores como Daniel Alves dão sinais de que não podem mais ser as principais referências da posição. Aos Merengues a dor por mais uma eliminação e por não chegar à uma final da competição.


Do que eu falo quando eu falo de corrida

Publicado  domingo, 7 de abril de 2013

Nunca li nenhum livro de Haruki Murakami, que parece ser o escritor do momento segundo as vitrines, fotos no facebook e o Datacronista (confiável instituto de pesquisas de achômetro). Uma amiga me indicou o trabalho pelo fato de estar escrevendo meu primeiro romance (você achou mesmo que os poucos posts eram à toa?) e esbarrando nas dificuldades usuais de qualquer escritor iniciante.

Do que eu falo quando eu falo de corrida conta a trajetória do escritor japonês enquanto autor e corredor. Murakami disserta sobre como o fato de ser um corredor de longas distâncias influiu em seus romances e em sua vida pessoal em crônicas muito bem escritas, goste você de boas corridas ou boa literatura. É mais ou menos o que tento fazer nos posts desta categoria, com muito menos propriedade, é claro.

Mesmo sendo um relato muito pessoal é difícil não gostar da forma simples como o corredor/escritor encontrou seu caminho pessoal. De um dono de um pub no Japão até um atleta regular e um corredor de sucesso, Murakami tenta com seu Do que eu falo quando eu falo de corrida deixar seu legado de lições de auto-aceitação para cada um encontrar a melhor forma de viver, correr ou escrever. Dizem que conselhos de um escritor é inútil para outro, já que este é um caminho solitário. O livro é uma maravilhosa evidência contrária à este pensamento.

Não morri

Publicado  terça-feira, 5 de março de 2013



Atolado por uma demanda de trabalhos como nunca vi na vida, o tempo para blogar é cada vez menor. Jamais vi tanta coisa a se resolver pela frente, mas posso dizer que nunca me senti tão motivado assim. Gostaria de falar mais do que isso, mas a ética profissional impede.

Aproveito para convidar a todos a ler o texto que fiz da cobertura da inauguração da estátua de Zico. Orgulho pessoal de ter feito esta cobertura.


Outra missão para Marin

Publicado  segunda-feira, 28 de janeiro de 2013


Em entrevista à coluna De Prima, José Maria Marin, presidente da CBF (até que Del Nero pare de sonhar), comenta de suas realizações à frente do que rege o futebol do Brasil. Há algumas coisas até louváveis como a manutenção da série D, em um país onde a maioria dos jogadores recebe um salário paupérrimo. Outras menos bonitas do que algumas camisas da nike que vemos após a convocação.

Marin revela que vê como missão evitar que se repita o Maracanazzo. "E também tenho uma missão, que é impedir que se repita a tragédia que aconteceu em 1950. Naquela época, eu jogava pelo São Paulo e acompanhei pelo rádio", afirmou. Daqui do meu canto penso que seria bem melhor ver o dirigente chamar para si outras missões.

Vivemos um momento de baixa do futebol brasileiro. Um título mundial pode melhorar nossa autoestima, mas não resolverá os problemas que vivemos. A CBF precisa promover o jogo ofensivo nas categorias de base, o intercâmbio entre técnicos brasileiros e estrangeiros e trabalhar para melhorar o nível técnico do nosso futebol.

Vencer ou perder é do jogo. A bola que vai entrar ou não tem menos a ver com o trabalho de Marin, há pouco tempo na função. Mas o futuro do nosso futebol é dependente do legado que ele irá construir em sua gestão.

O Manifesto futebol

Publicado  segunda-feira, 14 de janeiro de 2013



Talvez um dos exemplos mais legais de marketing content que já vi no esporte. O manifesto da Universidade do Futebol é um apanhado de muitas coisas boas que gostaria(mos) de ver no esporte disfarçado de propaganda da instituição. Ou o contrário.

Vale a pena ver o vídeo. Escorreu uma lágrima daqui e acho que qualquer um que se interesse pelo futebol além do óbvio gostaria de estudar em um lugar que se propõe a criticar o modelo atual onde fabricamos "mais frustrações que talentos". Parabéns para os caras.

Eu, o Flamengo & o Cronista

Publicado  terça-feira, 8 de janeiro de 2013


As últimas semanas foram agitadas. Talvez soe como um eufemismo, mas não encontro forma melhor de explicar uma proposta de emprego que me fez mudar de cidade e me trouxe o maior desafio profissional da minha vida: trabalhar no Clube de Regatas do Flamengo.

Aceitei por vários motivos. O mais importante é porque trabalho há quase dois anos como consultor de redes sociais ou gerente de projetos e mesmo antes da criação deste blog já atuava na área como profissional de diversas empresas (para mais informações, favor acessar meu linkedin).

A idéia do Cronista Esportivo sempre foi me dar um espaço para um sonho juvenil de ser comentarista de futebol. Cresci lendo Tostão, Juca, Calazans e outros colunistas. Fora Armando Nogueira, que faz uma falta incrível para o texto esportivo. Os caminhos que segui profissionalmente me afastaram de viver disso, mas a paixão por futebol me fez criar este blog mesmo após tanto tempo nas redes sociais.

O resultado foi ter uma audiência expressiva, especialmente nas redes sociais onde tive o enorme prazer de ser seguido por jornalistas e comentaristas com quem facilmente sonharia dividir uma bancada e pude concretizar compartilhar ideias todos os dias. Aprendi, discordei, briguei, fiz as pazes, bati de frente e em todo esse período nunca deixei de ser transparente com quem me acompanhava.

Colecionei inimizades que, com o tempo, se tornaram simpáticos ao que escrevo quando entenderam que nunca comecei a escrever sobre esportes para fazer amigos ou cavar empregos. E sim para dividir honestamente minhas crenças, visões e opiniões a respeito.

É por essa honestidade e transparência que escrevo este texto. Uma vez trabalhando em um clube de futebol não tenho mais a isenção necessária para comentar boa parte dos "causos" do futebol brasileiro. Mais do que isso: como profissional do clube, preciso salvaguardar a imagem do Flamengo o que não seria possível ao criticar um futuro reforço, por exemplo.

É possível que o blog foque em futebol internacional ou em outros esportes. Gostaria de dizer que é o mais provável, mas nesse momento não tenho muita ideia do que fazer. Tudo o que sei é que respeito muito quem quis me acompanhar pelo que sei de futebol e já sinto uma enorme saudade da liberdade de escrever a respeito. Mas o trabalho precisa vir em primeiro lugar, pelos motivos óbvios.

Com todos os poréns, todo esse processo tem o objetivo de ajudar algo bem maior do que eu. É a chance de ajudar o Flamengo a superar um momento difícil e ser o clube que todos queremos. Um comentarista esportivo talvez não pudesse parar a sua vida para buscar isso. Eu posso. Conto com a torcida de todos os flamenguistas e de todos que gostam de mim. Vencer, vencer, vencer.

Quais reforços você contrataria para 2013?

Publicado  sábado, 29 de dezembro de 2012

2012 não acabou, mas 2013 é logo ali. Executivos e dirigentes já se movimentam para manter ou buscar o topo com a contratação de reforços. Não sou empresário e nem profissional do mundo da bola, mas vou dar meus pitacos de boas opções para cada posição. Não me preocupei com custos financeiros, mas evitei sonhos irreais como Cristiano Ronaldo, Messi ou Neymar, por exemplo.

Então vamos à lista:

Técnico: Mano Menezes não foi bem na seleção, mas seu histórico em clubes é de técnico de ponta. Tite merece todos os méritos pelo momento corintiano, mas me pergunto o quanto o dedo do seu compatriota gaúcho não o ajudou. Seria o grande nome para qualquer clube que precise de um comandante.

Goleiro: Hélton há anos no Porto, parece ser um típico caso de jogador que pode estar com saudades do Brasil. Ele jamais fez o tipo saudosista e nem o Vasco, com quem tem ligações mais fortes, ensaia esse retorno. Mas eu arriscaria...

Lateral-direito: Fágner atravessa seu melhor momento no Wolfsburg, mas já esteve perto de ser encostado. Vale olhar com carinho para ele assim como o ótimo Mariano (ex-Fluminense). Em tempo: nenhum dos dois demonstrou uma vontade firme em retornar, mas a carência na posição pode mudar isso. Outras opções são Cicinho (Sevilla) ou o "genérico": seu xará da Ponte Preta.

Zagueiros: Anderson Martins é muito subestimado por ter jogado ao lado do mito Dedé, mas é ótimo zagueiro e já deu indicações firmes de que deseja voltar para o futebol brasileiro. Da mesma forma, o uruguaio Lugano não está feliz na Europa e não deve voltar às raízes no Morumbi, já que o SPFC contratou Lucio.

Lateral-esquerdo: O Fluminense já está de olho em Reinaldo, do Sport. Talvez uma das poucas opções para jogar de forma defensiva e ofensiva. Times que gostam de liberar os laterais como alas podem investir em Julio César (Grêmio) ou em Magal (Flamengo), jogadores com bom potencial ofensivo mas péssimos na marcação. Douglas Santos (Náutico) é outra boa aposta após o melhor ano da sua vida.

Volantes: Com as saídas no elenco vascaíno o volante Wendell pode ser uma boa escolha assim como seu companheiro Nílton. Bolatti, Diguinho e Correa, em baixa no Internacional, Fluminense e Palmeiras, são outros nomes para a posição. O incansável Willians, eterno líder em roubadas de bola quando atuava por aqui, já dá indícios que não fica na Udinese.

Meias: Gosto muito de Diego (Wolfsburg), que esteve perto de voltar ao Brasil este ano. Vander (Bahia) teve muito azar nos últimos anos, mas me parece um caso de jogador prestes a explodir. O mercado sul-americano sempre tem bons nomes na posição, ao contrário do futebol brasileiro como Lorenzetti (LaU). Cleiton Xavier (ex-Palmeiras), Giuliano (ex-Internacional) e Alex (ex-Corinthians) são jogadores "sumidos" que certamente gostariam de voltar. E o ex-corintiano e "chuta-chuta" Bruno César já deixou esse desejo bem evidente.

Só não deem mais chances para mascarados como Morais e Valdívia em 2013. O argentino Bottinelli pode ser contratado por qualquer clube pelos valores dos seus salários.

Atacantes: Vargas (Nápoli) e Carlos Eduardo (Rubin Kazan) já andam cotados para voltar ao Brasil assim como dizem que Dagoberto não fica em Porto Alegre no próximo ano. Thiago Ribeiro (Cagliari), Araújo (Náutico) e Maikon Leite (Palmeiras) são outros exemplos de jogadores rápidos que atuam mais pelos lados. Para a posição de goleador sempre gostei muito dos jovens Kieza (Náutico) e Willian José (SPFC), mas é Alan Kardec (Benfica) que considero o melhor nome disponível e quer retornar ao futebol brasileiro.

A lista será atualizada até os primeiros dias de janeiro. Listem nos comentários as suas sugestões por posição e vamos discutindo. E um feliz 2013 para todos. :)