Brazuca x Jabulani Copa do Mundo 2014

Publicado  quinta-feira, 16 de janeiro de 2014



Apesar da conversa forçada no início do vídeo, vale assistir. Esclarecedor.

CR7: o operário e o artista

Publicado  quarta-feira, 15 de janeiro de 2014


Estou longe de ser um dos fãs de Cristiano Ronaldo que exaltam seus feitos em detrimento do jogador do século. Mas fiquei bem feliz com a sua eleição para melhor do mundo de 2013 por uma série de motivos: Messi não fez uma boa temporada e nem Ribéry foi tão genial quanto o lusitano (a diferença reduzida de votos entre os três é injustificável) e jogou bola pra burro no ano passado. CR7, nome de grife para o midiático, ofuscou Ibrahimovic nas Eliminatórias, o rival argentino na temporada européia, homenageou a lenda Eusébio e fez o mundo inteiro repetir que se Portugal tivesse um time um pouco melhor na Copa...

Além disso tudo, Cristiano Ronaldo é um retrato de como muita gente comenta mais o que acha do que o que vê no futebol. Está sempre em forma, absolutamente dedicado e dando o seu máximo eternamente. Já foi descrito como um viciado ao treinar: mesmo sendo um jogador que começou pelas pontas é mortal em qualquer posicionamento por ter altíssimo nível em todos os fundamentos. Quantos pontas você conhece com quase 70 gols apenas de cabeça?

Cristiano Ronaldo guarda em si o melhor dos jogadores de futebol. É o artista, com uma técnica invejável, e o operário, com uma dedicação irrefreável. Contra ele sempre a sua vaidade e suposto egocentrismo, que jamais o afetaram no campo. Ao seu favor - e é uma lição pro futebol brasileiro - sua motivação eterna mesmo quando parece já ter conquistado tudo. Messi que se cuide.

O que explica a final alemã?

Publicado  quarta-feira, 1 de maio de 2013



De um lado o Borussia Dortmund e do outro o Bayern de Munique. Em campos opostos, mas com um motivo em comum: a força da economia alemã, que carrega a Europa já há algum tempo. Na mesma linha, talvez o melhor trabalho de um país em uma Copa do Mundo, com um legado de causar inveja a nós, brasileiros.

A final alemã na Liga dos Campeões tem sua razão em comum, mas a ausência dos espanhóis tem motivos opostos. O Real Madrid cai após um péssimo jogo, mas em uma situação típica de mata-mata. Enquanto isso, o Barcelona vai revelando sinais de desgaste que vão além dos problemas físicos que Lionel Messi apresentou na temporada.

É possível que o trabalho de Mourinho caminhe para o fim enquanto o de Tito ainda está em uma "era pós-Guardiola". De um jeito ou de outro, o caminho catalão parece ser o de se reestruturar. Jogadores como Daniel Alves dão sinais de que não podem mais ser as principais referências da posição. Aos Merengues a dor por mais uma eliminação e por não chegar à uma final da competição.


Do que eu falo quando eu falo de corrida

Publicado  domingo, 7 de abril de 2013

Nunca li nenhum livro de Haruki Murakami, que parece ser o escritor do momento segundo as vitrines, fotos no facebook e o Datacronista (confiável instituto de pesquisas de achômetro). Uma amiga me indicou o trabalho pelo fato de estar escrevendo meu primeiro romance (você achou mesmo que os poucos posts eram à toa?) e esbarrando nas dificuldades usuais de qualquer escritor iniciante.

Do que eu falo quando eu falo de corrida conta a trajetória do escritor japonês enquanto autor e corredor. Murakami disserta sobre como o fato de ser um corredor de longas distâncias influiu em seus romances e em sua vida pessoal em crônicas muito bem escritas, goste você de boas corridas ou boa literatura. É mais ou menos o que tento fazer nos posts desta categoria, com muito menos propriedade, é claro.

Mesmo sendo um relato muito pessoal é difícil não gostar da forma simples como o corredor/escritor encontrou seu caminho pessoal. De um dono de um pub no Japão até um atleta regular e um corredor de sucesso, Murakami tenta com seu Do que eu falo quando eu falo de corrida deixar seu legado de lições de auto-aceitação para cada um encontrar a melhor forma de viver, correr ou escrever. Dizem que conselhos de um escritor é inútil para outro, já que este é um caminho solitário. O livro é uma maravilhosa evidência contrária à este pensamento.

Não morri

Publicado  terça-feira, 5 de março de 2013



Atolado por uma demanda de trabalhos como nunca vi na vida, o tempo para blogar é cada vez menor. Jamais vi tanta coisa a se resolver pela frente, mas posso dizer que nunca me senti tão motivado assim. Gostaria de falar mais do que isso, mas a ética profissional impede.

Aproveito para convidar a todos a ler o texto que fiz da cobertura da inauguração da estátua de Zico. Orgulho pessoal de ter feito esta cobertura.


Outra missão para Marin

Publicado  segunda-feira, 28 de janeiro de 2013


Em entrevista à coluna De Prima, José Maria Marin, presidente da CBF (até que Del Nero pare de sonhar), comenta de suas realizações à frente do que rege o futebol do Brasil. Há algumas coisas até louváveis como a manutenção da série D, em um país onde a maioria dos jogadores recebe um salário paupérrimo. Outras menos bonitas do que algumas camisas da nike que vemos após a convocação.

Marin revela que vê como missão evitar que se repita o Maracanazzo. "E também tenho uma missão, que é impedir que se repita a tragédia que aconteceu em 1950. Naquela época, eu jogava pelo São Paulo e acompanhei pelo rádio", afirmou. Daqui do meu canto penso que seria bem melhor ver o dirigente chamar para si outras missões.

Vivemos um momento de baixa do futebol brasileiro. Um título mundial pode melhorar nossa autoestima, mas não resolverá os problemas que vivemos. A CBF precisa promover o jogo ofensivo nas categorias de base, o intercâmbio entre técnicos brasileiros e estrangeiros e trabalhar para melhorar o nível técnico do nosso futebol.

Vencer ou perder é do jogo. A bola que vai entrar ou não tem menos a ver com o trabalho de Marin, há pouco tempo na função. Mas o futuro do nosso futebol é dependente do legado que ele irá construir em sua gestão.

O Manifesto futebol

Publicado  segunda-feira, 14 de janeiro de 2013



Talvez um dos exemplos mais legais de marketing content que já vi no esporte. O manifesto da Universidade do Futebol é um apanhado de muitas coisas boas que gostaria(mos) de ver no esporte disfarçado de propaganda da instituição. Ou o contrário.

Vale a pena ver o vídeo. Escorreu uma lágrima daqui e acho que qualquer um que se interesse pelo futebol além do óbvio gostaria de estudar em um lugar que se propõe a criticar o modelo atual onde fabricamos "mais frustrações que talentos". Parabéns para os caras.